Reportagem do DNCriciúma cita IBCON

Pré-candidato a prefeito quer colocar Criciúma de novo entre os protagonistas de SC

Uma visão liberal na economia e conservadora nos costumes. É isso que Lucas Dalló, pré-candidato a prefeito de Criciúma pelo Podemos, quer levar para o pleito municipal.

Dalló participou do governo de transição do presidente Jair Bolsonaro, e desde o ano passado, atuou na Secretaria Nacional da Juventude, junto ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Mas acredita que pode contribuir mais para Criciúma como prefeito, do que como servidor público em Brasília.

Uma das principais metas é colocar Criciúma novamente entre as protagonistas de Santa Catarina. “O mote desta campanha é resgatar Criciúma, que está muito atrás de Chapecó, de Lages, e já esteve muito à frente. E perdeu pela condução da administração pública”, conta.

O pré-candidato entrou cedo no mundo do empreendedorismo. Com 16 anos, já trabalhava com eventos, realizando panfletagem e venda de ingressos. Com 18 anos, abriu uma distribuidora de bebidas. Em seguida, conheceu o associativismo, onde viu um bom caminho para tratar pautas positivas para o município e a juventude.

Também foi cedo que começou a se envolver com a política. “Com 16 anos, já me envolvi com política, buscando entender um pouco mais. Sou sobrinho neto do Paulino Búrigo, que foi deputado estadual e que dá nome à rodovia que vai até o Rincão. E a minha família sempre foi envolvida e sempre gostou muito de Criciúma. Sempre se mobilizaram em prol de Criciúma. Meu tio foi um dos fundadores do Comerciário”, conta.

Além disso, Dalló é um dos 120 fundadores do Aliança Pelo Brasil, partido criado pelo presidente Jair Bolsonaro. Mas como a sigla não ficou apta para participar das eleições deste ano, ele aceitou o convite de Paulo César Vargas para se filiar ao Podemos. “Ele me mostrou um projeto de pessoas novas. Um projeto de renovação. Temos pouquíssimas pessoas que já foram candidatas”, adianta.

Apoio recebido

Pronto para o pleito, Lucas Dalló garante que irá para vencer. “Estou colocando meu nome à disposição como pré-candidato.  Eu não venho para brincar. Eu não venho para lançar meu nome. Eu venho para ganhar. Eu sou uma pessoa muito focada nos meus objetivos. Eu não vou largar um cargo público no Governo Federal, governo que eu apoio, para vir a Criciúma, se eu não acreditasse que podia contribuir mais para o município como prefeito do que como servidor público”, afirma.

Formado em Direito pela Unesc, e mestrando em Direitos Humanos, Dalló conta que tem recebido bastante apoio nesta caminhada. “Tenho obtido muito apoio, de muitas pessoas. Empresários que vieram me procurar, dizendo que a gente precisa de renovação. Tenho alguns nomes que se colocaram à disposição para me ajudar. Coordenando, aconselhando”, revela.

Com o plano de governo em desenvolvimento junto com o amigos do Instituto Brasileiro Conservador (IBC), ele garante que irá realizar uma campanha barata. “São pessoas altamente capacitadas que estão me ajudando a desenvolver esse plano de governo. Então estou focado em projetar uma pré-candidatura forte e vir com uma candidatura mais forte ainda. Estamos montando um escopo de projeto bem robusto. Temos voluntários na área de marketing, jurídica. Vai ser uma campanha barata. Uma campanha que não quer contar com fundo partidário. Que vai contar com o apoio das pessoas”, projeta.

Mais vontade que a concorrência

Para Dalló, o ímpeto por Criciúma é um dos diferenciais sobre o atual prefeito, e pré-candidato à reeleição, Clésio Salvaro (PSDB). “O Clésio Salvaro já contribuiu o que ele podia contribuir. Esse é o momento de colocar novas pessoas na administração pública. Pessoas com mais vontade. E sabe-se que o prefeito Salavro está interessado na eleição de 2022. Então se ele vem a se reeleger prefeito, o que vai fazer em 2022? Vai abandonar Criciúma? As pessoas estão ligadas no que está acontecendo. Quando a pessoa já está há muito tempo em um cargo, ela até cansa daquele cargo. Ele nem pretende continuar como prefeito. Ele já almeja outros cargos eletivos. Ele já não está mais com tanta vontade. E essa vontade é muito importante para uma cidade crescer. Essa é a diferença que a gente precisa hoje em dia na administração pública. Uma nova perspectiva de política. Uma visão liberal na economia e conservadora nos costumes. Bem diferente do que vem preconizando os governos do Clésio Salvaro.”, destaca.

“Outra coisa é essa questão da economia do dinheiro público. Os governos Clésio Salvaro sempre foram de muitos cargos. E enxugar a máquina pública é extremamente importante. Diminuir o tamanho do governo municipal é extremamente importante”, completa.

Dalló também acredita no fomento à indústria para o crescimento de Criciúma. “O Clésio Salvaro deu uma entrevista dizendo que Criciúma seria uma cidade de serviços. Serviços não geram empregos. Serviços geram autônomos. Indústria gera emprego. Dá maior segurança ao município, aos munícipes. Trabalhar não em favor da indústria, é trabalhar contra o cidadão criciumense. O cidadão que quer prestar serviço, que quer ser autônomo, vai ser. Ele tem a liberdade para isso. Mas e o cidadão que quer ter uma segurança maior, que quiser ter um emprego? Parou de abrir novas indústrias. Parou de entrar novos empresários em Criciúma. Justamente pela falta de perspectiva que eles têm com o município. Por isso que Criciúma caiu no ranking dos municípios arrecadadores de impostos. O povo de Criciúma empobreceu perto de outras cidades. Criciúma continua sendo uma cidade boa para se viver. Mas por conta do criciumense. Pouco por conta da administração. E se a administração tem pouca influência no município, ela também tem que ser menor”, analisa.

 

Acesse a reportagem original AQUI.

 

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