O “Great Reset” já chegou e você nem percebeu

Por André Barboza

 

Um tema cada vez mais preocupante para quem procura se informar fora da mídia mainstream e acredita nas liberdades individuais é o que está sendo apresentado como o Great Reset, uma tendência cada vez maior de líderes políticos progressistas e de organizações globais de propor que a partir do combate ao COVID surgiu uma oportunidade de redesenhar toda a civilização humana. A finalidade declarada seria “proteger o ser humano”; “proteger o planeta”. O “Reset” é como aquele movimento de reiniciar o computador para ver se ele volta a funcionar. Com a desculpa que a humanidade ficou disfuncional, querem desligar e ligar ela de novo.

Para os que lêem esse artigo e já ouviram sobre Great Reset ele pode se apresentar como algo que está em fase de planejamento. No entanto a realidade é outra, esse redesenho total já está em pleno vapor.

A reunião do Fórum Econômico Mundial realizada em junho de 2020, teve como título justamente: “The Great Reset” (confira em https://www.weforum.org/great-reset/). Logo na página inicial podemos ler:

 

“THE OPPORTUNITY

As we enter a unique window of opportunity to shape the recovery, this initiative will offer insights to help inform all those determining the future state of global relations, the direction of national economies, the priorities of societies, the nature of business models and the management of a global commons. Drawing from the vision and vast expertise of the leaders engaged across the Forum’s communities, the Great Reset initiative has a set of dimensions to build a new social contract that honours the dignity of every human being.”

 

Fazendo uma tradução livre, a crise é vista como uma oportunidade. Uma oportunidade para quê? Para resolver os problemas sanitários dos países pobres? Para promover a paz mundial? Não. Uma oportunidade para “moldar a recuperação” e “construir um novo contrato social”. E, pode ter certeza, esse novo contrato social não se trata de melhorias agradáveis, senão a própria humanidade naturalmente caminharia livremente para ele.

Essa abordagem de promover uma visão sombria do futuro para exigir mudança no comportamento humano é como um novo Malthusianismo. É um fruto podre de uma ideologia que vende um pessimismo catastrófico em que a humanidade caminha a passos rápidos para um fim terrível que a cada momento muda de figura; ou é algo ligado a superpopulação, ou a mudanças climáticas. Assim, criam-se desculpas para controlar as pessoas e força-las a todo o tipo de mudança em nome de uma suposta segurança.

Muitos ditadores sabem que a forma mais simples de controlar uma população é através do medo a um fator externo, em que o ditador aparece como uma figura protetora: “estou fazendo isso para te proteger”. Pena que a maior parte da população normalmente não percebe essa manipulação, ao se deixar convencer do perigo da ameaça.

Para demonstrar como o Great Reset (entendido como um redesenho do comportamento da sociedade humana) já começou, elenco abaixo alguns pontos que para nós, depois de um ano de crise podem até parecer banais, mas que são catástrofes equivalentes a grandes guerras e que não deveriam ser tomados de forma leviana:

Quase todos os estudantes do mundo perderam um ano letivo inteiro. E um ano foi dedicado basicamente a ficar diante da televisão, computador ou celular, em um processo flagrante de adicção e imbecilização.

Crianças (e muitos adultos) internalizaram o costume de se deixar guiar cegamente, abdicando do seu direito de ir e vir; cedendo ao cárcere doméstico massivo e ao uso forçado de máscaras. Isso torna fácil que esse nefasto experimento de controle seja repetido no futuro. Esse ponto se fundamenta na lógica de que tudo que é vivenciado na infância pode ao longo da vida de um indivíduo ser encarado como normal.

A censura se tornou escancarada, fundamentada no pretexto de conter desinformação. Em nome de “proteger o público” (que sempre é tido como incapaz de raciocinar por si próprio), fomos impedidos de ler sobre tratamentos experimentais e sobre a real origem/natureza do problema.

Pequenos e médios negócios quebraram em uma escala nunca antes vista, o que mudou a face do capitalismo, tornando-o mais concentrado e menos competitivo, além de, é claro, comprometer o patrimônio de diversas famílias. Uma das frases chaves do Great Reset é: “você não terá nada (bens) e será feliz” (“You’ll own nothing. And you’ll be happy”, conferir entre os vídeos oficiais do Fórum Econômico Mundial: https://www.youtube.com/watch?v=lBBxWtKKQiA ). Assim o redesenho econômico almejado deixa claro que somente uma pequena elite deterá as propriedades enquanto a maioria terá que alugar tudo que utiliza. O sadio capitalismo liberal pressupõe ampla concorrência e possibilidade de empreender.

Houve um aumento brutal da solidão, que foi de certa forma promovida. Há estudos[1] que mostram que o fator que mais explica a mortalidade precoce é a solidão, mais que a obesidade, mais que fumar, ou qualquer outro comportamento. Entre as evidências, podemos citar: “o isolamento social foi associado com cerca de 50% de aumento no risco de demência e outras sérias condições de saúde” de acordo com o CDC; e “a solidão está associada a um aumento de 29% no risco de sofrer uma ataque cardíaco e aumento de 32% de ter um derrame cerebral”, conforme estudo acadêmico publicado em 2016 na revista Heart. Quem tem uma família e amigos tem propósito para viver e tem quem cuide dele. Quem está sozinho muitas vezes não sabe para onde vai (a falta de senso de propósito/responsabilidade faz com que o indivíduo cuide menos da sua saúde) e nem tem quem lhe ampare.

Por fim. quero focar em um dos pontos mais sutis porém, ao mesmo tempo. mais aberrante e, a partir dele, será concluído o presente alerta. A humanidade depende do coletivo. O homem apesar de ser um animal muito fraco, não resistindo nem ao mau tempo, quando se junta a outros homens se torna fortíssimo. Quando o coletivo humano é realmente grande e unido, pode, depois de algum tempo de desenvolvimento do grupo, fazer de tudo: mudar o curso de rios, plantar no deserto e até promover missões para a Lua! Mas o Great Reset tornou o homem medroso em relação ao outro homem. O novo normal do Great Reset nos impõe que devemos nos restringir a estar com as pessoas que já conhecíamos antes da crise. Conhecer pessoas novas é arriscado. O outro pode ser fonte de contágio. Para alguns xiitas só podemos conviver com quem já dividia apartamento conosco.

Quem fez novas amizades nesse período?! A videoconferência não substitui o encontro real.

O outro se tornou fonte de medo e de denúncia: “Use máscara!”; “Cadê a sua máscara?!”; “Por favor, mantenha a distância”; “Nossa, esse povo não sabe que não pode se aglomerar?!”

Se é ruim estar com novas pessoas, como solteiros encontrarão pares?! como pesquisadores vão se reunir para inventar coisas úteis?! como novas ideias políticas de liberdade serão debatidas?! como pessoas vão se reunir para louvar a Deus?! como festas e comemorações serão celebradas?! como crianças vão brincar?!

Há um parquinho infantil perto da minha casa que está fechado desde março de 2020!

O Great Reset é um aprisionamento da sociedade como um todo, por uma elite globalista sedenta de poder e controle. O experimento já começou. Como foi exposto acima, a sociedade já está sendo redesenhada e seus idealizadores querem avançar cada vez mais. Se você não percebeu, está correndo o risco de em breve estar totalmente preso dentro desse novo normal. Se já percebeu, busque defender sua liberdade e não deixe que seus irmãos se acostumem com essas algemas invisíveis disfarçadas de segurança.

 

P.S.: Se você, caro leitor, não entendeu, nada disso vai passar com as vacinas. Afinal, já está claro que, pela narrativa oficial, mesmo os vacinados devem continuar usando máscaras e mantendo o isolamento social. Só não esqueça, tudo isso é em nome da sua segurança.

P.S.2: Não abordamos aqui outros problemas graves como o aumento dos casos de abusos familiares e da violência doméstica, o aumento do uso de entorpecentes, o desemprego, o aumento da depressão, a diminuição da natalidade, a separação dos idosos de seus familiares, a maior dependência geral da população em relação ao Estado. Foi procurado destacar os principais problemas que geram um direto efeito de mudança comportamental e redesenho da sociedade, porém todos esses outros problemas também podem levar a mudanças permanentes na trajetória da civilização humana.

 

André Barboza é economista

 

[1]Seguem algumas referências: https://www.healtheuropa.eu/loneliness-premature-death/86454/

https://www.health.harvard.edu/staying-healthy/loneliness-has-same-risk-as-smoking-for-heart-disease#:~:text=The%20data%20showed%20that%20loneliness,obesity%2C%20according%20to%20the%20researchers.

https://www.cdc.gov/aging/publications/features/lonely-older-adults.html#:~:text=Loneliness%20was%20associated%20with%20higher,risk%20of%20emergency%20department%20visits

 

 

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